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Entrevista com AMAI RODRIGUES DA SILVA
Educação Inclusiva
29 de julho de 2026 · 11:26
Quero fazer
alguns esclarecimentos à comunidade escolar, às famílias, aos profissionais da
educação e à sociedade em geral, em respeito aos princípios da transparência,
da ética e da responsabilidade que norteiam as atividades do NAEIC.
A Educação
Inclusiva exige compromisso permanente de todos os profissionais envolvidos. O
atendimento aos estudantes público-alvo da Educação Especial somente alcança
seus objetivos quando cada servidor desempenha suas atribuições com
responsabilidade, ética, assiduidade, respeito e espírito de colaboração.
Durante
estes anos que estou à frente da Supervisão da Educação Inclusiva e do NAEIC,
foram identificadas situações que interferiram no funcionamento adequado dos
serviços, entre elas dificuldades relacionadas ao cumprimento da jornada de trabalho,
ausências recorrentes, atrasos em atendimentos previamente agendados e
limitações no cumprimento de atribuições funcionais por parte de alguns
profissionais.
Foi muito triste perceber que alguns profissionais faltavam
com frequência, comprometendo os atendimentos e deixando pais e crianças
aguardando por um serviço que é um direito deles.
O atraso nos atendimentos gerou prejuízos que foram além da
agenda: afetou o desenvolvimento de alguns alunos, desgastaram algumas famílias
e sobrecarregaram colegas que permaneceram cumprindo suas responsabilidades.
Foi inadequado quando profissionais permaneceram fazendo
comentários sobre outros colegas, espalhando fofocas ou promovendo discussões
que apenas alimentam conflitos internos.
Da mesma forma, gestos e palavras de mau gosto, piadas
inconvenientes e brincadeiras de cunho pessoal, usar a sala de atendimento para
transformar em salão de manicure e pedicure, não contribuíram para um ambiente
saudável, gerou constrangimento e desrespeito entre os membros da equipe.
Também causou indignação quando utilizaram brincadeiras de
deboche para humilhar a coordenadora e a supervisora de ensino, criando um
ambiente de trabalho hostil e desrespeitoso.
Em vez de fortalecer a equipe, atitudes como essas promoveram
divisões, colocaram profissionais uns contra os outros e enfraqueceu o
verdadeiro propósito do trabalho coletivo.
A recusa em assinar o livro de ponto, sob a alegação de que
ele "não tinha valor legal", além de desrespeitar normas internas,
comprometeu o controle da jornada de trabalho e a organização do serviço.
Essas
situações repercutiram diretamente na continuidade dos atendimentos,
ocasionando transtornos às famílias, prejuízos à organização dos serviços e
sobrecarga dos profissionais que permaneceram desempenhando suas funções de
forma comprometida e responsável.
Apesar
desses desafios, o trabalho desenvolvido pela Supervisão da Educação Inclusiva e
da coordenadora sempre busca fortalecer continuamente a política de inclusão no
município de Carinhanha-BA, sempre pautado pelo planejamento, pela organização
e pelo compromisso com os direitos dos estudantes, professores e famílias.
Entre as
principais ações implementadas durante esse período, destacam-se:
- fortalecimento e reorganização das Salas
de Atendimento Educacional Especializado (AEE);
- ampliação e qualificação do atendimento
aos estudantes público-alvo da Educação Especial;
- acompanhamento técnico-pedagógico dos
profissionais de apoio nas escolas da sede e da zona rural;
- realização de visitas institucionais às unidades escolares para orientação e
acompanhamento das práticas inclusivas;
- promoção de formações continuadas para
professores, gestores e equipes pedagógicas sobre Plano Educacional
Individualizado (PEI), práticas pedagógicas inclusivas, protocolos de
atendimento, estudos de caso, PAEE e organização dos serviços;
- realização de palestras, seminários e
encontros formativos com especialistas na área da Educação Inclusiva;
- orientação às famílias quanto aos
direitos dos estudantes e aos serviços ofertados pelo NAEIC;
- fortalecimento do diálogo entre escola,
família e profissionais envolvidos no processo de inclusão.
- Entre outras ações e atividades
pedagógicas, institucional e social.
- Parceria firmada e efetiva entre as
secretarias de Educação, Proteção Social, Saúde, Administração e, em
especial, com a equipe do CAPS.
- Uma nova sede para NAEIC aprovada pelo
Conselho de Educação.
Todas essas
ações tiveram como finalidade garantir uma educação inclusiva de qualidade, assegurando
que cada estudante recebesse atendimento compatível com suas necessidades,
respeitando suas especificidades e promovendo seu desenvolvimento, aprendizagem
e permanência na escola.
A
construção de uma Educação Inclusiva eficiente depende do comprometimento
coletivo. Nenhuma coordenação ou supervisão alcançam resultados de forma
isolada. O êxito das políticas públicas exige colaboração, diálogo, respeito
mútuo e responsabilidade compartilhada entre todos os profissionais envolvidos.
No que diz
respeito à minha atuação profissional, reafirmo que sempre exerci minhas
funções como professora, pedagoga e Supervisora da Educação Inclusiva pautada
pelos princípios da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da
publicidade, da eficiência e da responsabilidade administrativa.
Ao longo de
minha trajetória profissional, procurei manter uma postura ética, respeitosa e
colaborativa com gestores, coordenadores, professores, servidores, estudantes e
suas famílias, compreendendo que o diálogo e a cooperação são pilares
fundamentais para a construção de uma educação pública de qualidade.
As decisões
administrativas adotadas durante minha gestão sempre tiveram como fundamento o
interesse público, a legislação vigente, as orientações técnicas e a
necessidade de garantir atendimento digno, eficiente e humanizado aos
estudantes da rede municipal.
Reitero meu
compromisso com a verdade, com a transparência e com a defesa de uma Educação
Inclusiva séria, responsável e comprometida com os direitos das crianças,
adolescentes e suas famílias.
Por fim,
coloco-me à disposição das autoridades competentes, da prefeita , da SEMEC para
prestar todos os esclarecimentos que se fizerem necessários, apresentando
documentos, registros e demais informações pertinentes às pessoas maldosas e
irresponsáveis que tentam desvalorizar o NAEIC, sempre em observância
aos princípios da legalidade, da ética, da responsabilidade e do respeito à
administração pública.
Acredito
que os desafios da Educação não se resolvem por meio de conflitos ou da busca
por culpados, mas sim por meio do diálogo, da responsabilidade compartilhada,
do respeito institucional e do compromisso de cada profissional com a missão de
oferecer um ensino público inclusivo, humano e de qualidade.
Amaí Rodrigues da Silva Supervisora da
Educação Inclusiva