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Quinta-feira, 06 de agosto de 2026
Entrevista com AMAI RODRIGUES DA SILVA

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Entrevista com AMAI RODRIGUES DA SILVA

Educação Inclusiva

29 de julho de 2026 · 11:26

Quero fazer alguns esclarecimentos à comunidade escolar, às famílias, aos profissionais da educação e à sociedade em geral, em respeito aos princípios da transparência, da ética e da responsabilidade que norteiam as atividades do NAEIC.

A Educação Inclusiva exige compromisso permanente de todos os profissionais envolvidos. O atendimento aos estudantes público-alvo da Educação Especial somente alcança seus objetivos quando cada servidor desempenha suas atribuições com responsabilidade, ética, assiduidade, respeito e espírito de colaboração.

Durante estes anos que estou à frente da Supervisão da Educação Inclusiva e do NAEIC, foram identificadas situações que interferiram no funcionamento adequado dos serviços, entre elas dificuldades relacionadas ao cumprimento da jornada de trabalho, ausências recorrentes, atrasos em atendimentos previamente agendados e limitações no cumprimento de atribuições funcionais por parte de alguns profissionais.

Foi muito triste perceber que alguns profissionais faltavam com frequência, comprometendo os atendimentos e deixando pais e crianças aguardando por um serviço que é um direito deles.

O atraso nos atendimentos gerou prejuízos que foram além da agenda: afetou o desenvolvimento de alguns alunos, desgastaram algumas famílias e sobrecarregaram colegas que permaneceram cumprindo suas responsabilidades.

Foi inadequado quando profissionais permaneceram fazendo comentários sobre outros colegas, espalhando fofocas ou promovendo discussões que apenas alimentam conflitos internos.

Da mesma forma, gestos e palavras de mau gosto, piadas inconvenientes e brincadeiras de cunho pessoal, usar a sala de atendimento para transformar em salão de manicure e pedicure, não contribuíram para um ambiente saudável, gerou constrangimento e desrespeito entre os membros da equipe.

Também causou indignação quando utilizaram brincadeiras de deboche para humilhar a coordenadora e a supervisora de ensino, criando um ambiente de trabalho hostil e desrespeitoso.

Em vez de fortalecer a equipe, atitudes como essas promoveram divisões, colocaram profissionais uns contra os outros e enfraqueceu o verdadeiro propósito do trabalho coletivo.

A recusa em assinar o livro de ponto, sob a alegação de que ele "não tinha valor legal", além de desrespeitar normas internas, comprometeu o controle da jornada de trabalho e a organização do serviço.

Essas situações repercutiram diretamente na continuidade dos atendimentos, ocasionando transtornos às famílias, prejuízos à organização dos serviços e sobrecarga dos profissionais que permaneceram desempenhando suas funções de forma comprometida e responsável.

Apesar desses desafios, o trabalho desenvolvido pela Supervisão da Educação Inclusiva e da coordenadora sempre busca fortalecer continuamente a política de inclusão no município de Carinhanha-BA, sempre pautado pelo planejamento, pela organização e pelo compromisso com os direitos dos estudantes, professores e famílias.

Entre as principais ações implementadas durante esse período, destacam-se:

  • fortalecimento e reorganização das Salas de Atendimento Educacional Especializado (AEE);
  • ampliação e qualificação do atendimento aos estudantes público-alvo da Educação Especial;
  • acompanhamento técnico-pedagógico dos profissionais de apoio nas escolas da sede e da zona rural;
  • realização de visitas institucionais  às unidades escolares para orientação e acompanhamento das práticas inclusivas;
  • promoção de formações continuadas para professores, gestores e equipes pedagógicas sobre Plano Educacional Individualizado (PEI), práticas pedagógicas inclusivas, protocolos de atendimento, estudos de caso, PAEE e organização dos serviços;
  • realização de palestras, seminários e encontros formativos com especialistas na área da Educação Inclusiva;
  • orientação às famílias quanto aos direitos dos estudantes e aos serviços ofertados pelo NAEIC;
  • fortalecimento do diálogo entre escola, família e profissionais envolvidos no processo de inclusão.
  • Entre outras ações e atividades pedagógicas, institucional e social.
  • Parceria firmada e efetiva entre as secretarias de Educação, Proteção Social, Saúde, Administração e, em especial, com a equipe do CAPS.
  • Uma nova sede para NAEIC aprovada pelo Conselho de Educação.

Todas essas ações tiveram como finalidade garantir uma educação inclusiva de qualidade, assegurando que cada estudante recebesse atendimento compatível com suas necessidades, respeitando suas especificidades e promovendo seu desenvolvimento, aprendizagem e permanência na escola.

A construção de uma Educação Inclusiva eficiente depende do comprometimento coletivo. Nenhuma coordenação ou supervisão alcançam resultados de forma isolada. O êxito das políticas públicas exige colaboração, diálogo, respeito mútuo e responsabilidade compartilhada entre todos os profissionais envolvidos.

No que diz respeito à minha atuação profissional, reafirmo que sempre exerci minhas funções como professora, pedagoga e Supervisora da Educação Inclusiva pautada pelos princípios da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da publicidade, da eficiência e da responsabilidade administrativa.

Ao longo de minha trajetória profissional, procurei manter uma postura ética, respeitosa e colaborativa com gestores, coordenadores, professores, servidores, estudantes e suas famílias, compreendendo que o diálogo e a cooperação são pilares fundamentais para a construção de uma educação pública de qualidade.

As decisões administrativas adotadas durante minha gestão sempre tiveram como fundamento o interesse público, a legislação vigente, as orientações técnicas e a necessidade de garantir atendimento digno, eficiente e humanizado aos estudantes da rede municipal.

Reitero meu compromisso com a verdade, com a transparência e com a defesa de uma Educação Inclusiva séria, responsável e comprometida com os direitos das crianças, adolescentes e suas famílias.

Por fim, coloco-me à disposição das autoridades competentes, da prefeita , da SEMEC para prestar todos os esclarecimentos que se fizerem necessários, apresentando documentos, registros e demais informações pertinentes às pessoas maldosas e irresponsáveis  que tentam  desvalorizar o NAEIC, sempre em observância aos princípios da legalidade, da ética, da responsabilidade e do respeito à administração pública.

Acredito que os desafios da Educação não se resolvem por meio de conflitos ou da busca por culpados, mas sim por meio do diálogo, da responsabilidade compartilhada, do respeito institucional e do compromisso de cada profissional com a missão de oferecer um ensino público inclusivo, humano e de qualidade.

Amaí Rodrigues da Silva Supervisora da Educação Inclusiva

 

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