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EDUCAÇÃO
Educação integral cresce no Brasil, mas expansão exige fiscalização e resultados concretos
18 de julho de 2026 · 20:51
A ampliação da educação em tempo integral vem sendo apresentada como uma das principais apostas para elevar a qualidade do ensino público brasileiro. Pesquisas realizadas em estados como Santa Catarina e Pernambuco apontam ganhos expressivos no desempenho dos estudantes, especialmente em matemática, reforçando o potencial do modelo. Impulsionado por esses resultados, o Governo Federal estabeleceu, no novo Plano Nacional de Educação (PNE), a meta de ampliar a oferta para 50% das matrículas até 2036, mais que dobrando o número de alunos atendidos.
Entretanto, especialistas alertam que aumentar o tempo de permanência na escola não é suficiente para garantir uma educação integral de qualidade. A ausência de critérios claros sobre o conceito de ensino integral e a falta de indicadores capazes de medir seus resultados podem comprometer a efetividade da política pública. Hoje, o Censo Escolar considera como educação integral a jornada mínima de sete horas diárias, mas esse critério, por si só, não assegura uma formação mais ampla dos estudantes.
Outro ponto de atenção é a necessidade de avaliações periódicas de impacto. Sem monitoramento contínuo, será difícil identificar se a expansão da modalidade realmente mantém os avanços observados nos projetos-piloto ou se ajustes serão necessários ao longo da implementação. Para especialistas, investir em educação exige mais do que metas ambiciosas: requer transparência, acompanhamento técnico e compromisso com resultados. Afinal, ampliar vagas é importante, mas garantir qualidade e aprendizado efetivo deve ser a prioridade de qualquer política educacional.